A Parábola do Credor Incompassivo – Interpretação Completa

A parábola do Credor incompassivo tem muito a nos ensinar, conseguimos ver claramente que um dos assuntos principais é o perdão em comparação com o Reino dos Céus.

Procurei trazer nesse estudo aplicações práticas para os nossos dias e também deixar de maneira mais clara possível o entendimento dessa parábola.

Veja alguns dos assuntos principais que serão Abordados:

  • Contexto da Parábola do Credor Incompassivo.
  • Quanto valia um talento na época?
  • O que Jesus nos ensina com a parábola do Credor Incompassivo?
  • Devemos perdoar como o rei perdoou o servo.
  • O perdão Liberta.

Apesar de nossas Bíblias a intitularem como “a parábola do credor incompassivo”, o que ela ensina, de fato, é a forma de lidar com a ofensa e com o perdão.

Creio que tem muito de Deus para te ensinar nessa parábola, vamos ver agora mais a fundo…

Narrativa da Parábola do Credor Incompassivo

Jesus, diante da indagação de Pedro sobre o perdão, conta a Parábola do Credor Incompassivo.

Por ser a continuação de um assunto que Ele estava conversando com seus discípulos, essa é uma parábola de fácil interpretação, mas que nem por isso deixa de conter importantes princípios acerca do perdão.

A Parábola do Credor Incompassivo pode ser encontrada em Mateus 18. 23-35.

“Por isso, o reino dos céus é semelhante a um rei que resolveu ajustar contas com os seus servos. E, passando a fazê-lo, trouxeram-lhe um que lhe devia dez mil talentos. Não tendo ele, porém, com que pagar, ordenou o senhor que fosse vendido ele, a mulher, os filhos e tudo quanto possuía e que a dívida fosse paga. Então, o servo, prostrando-se reverente, rogou: Sê paciente comigo, e tudo te pagarei. E o senhor daquele servo, compadecendo-se, mandou-o embora e perdoou-lhe a dívida. Saindo, porém, aquele servo, encontrou um dos seus conservo que lhe devia cem denários; e agarrando-o, o sufocava, dizendo: Paga-me o que me deves. Então, o seu conservo, caindo-lhe aos pés, lhe implorava: Sê paciente comigo, e te pagarei. Ele entretanto, não quis; antes, indo-se, o lançou na prisão, até que saldasse a dívida. Vendo os seus companheiros o que se havia passado, entristeceram-se muito e foram relatar ao seu senhor tudo o que acontecera. Então, o seu senhor, chamando-o, lhe disse: Servo malvado, perdoei-te aquela dívida toda porque me suplicaste; não devias tu, igualmente, compadecer-te do teu conservo, como também eu me compadeci de ti? E, indignando-se, o seu senhor o entregou aos verdugos, até que lhe pagasse toda a dívida. Assim também meu Pai celeste vos fará, se do íntimo não perdoares cada um a seu irmão.”

Quanto valia um talento naquela época?

Um talento, naquela época, era equivalente a 6.000 denários. Um denário era quase o salário de um dia de trabalho de um trabalhador.

O servo devia ao rei 10.000 talentos, o que equivalia a 60 milhões de denários.
O conservo devia ao servo 100 denários.

Logo o servo precisaria de 60 milhões de dias para pagar a dívida dele. O conservo precisaria de 100 dias de trabalho para pagar sua dívida.

Rei x Servo

O servo tinha uma dívida enorme com o rei, uma dívida que seria impossível de ser paga.

O rei diante da dívida ordenou que ele e a família dele fossem vendidos, mas quando o servo se colocou diante do rei, implorando por paciência, ele teve misericórdia do servo.

Naquela época, se uma pessoa não obtivesse dinheiro para pagar uma dívida, um bem seria tomado como garantia de pagamento.

Em casos extremos, tudo o que a pessoa tivesse seria vendido para o pagamento da dívida.

Nesse caso o próprio servo e sua família seriam vendidos como escravos para que a dívida fosse paga pois ela era muito alta.

Mesmo diante de tamanha dívida, devido a suplica do servo, o rei se compadece e o perdoa.

Servo x Conservo

O servo acabou de sair da presença do rei. Ele acabou de ser perdoado. Mas encontrando o seu conservo, que lhe devia uma quantia bem menor que sua própria dívida, não pensou duas vezes em pular no pescoço do conservo e exigir o dinheiro da dívida.

E mesmo diante da súplica do conservo, seu coração não se compadeceu e ele o mandou para a prisão.

Ele havia acabado de ser perdoado de sua imensa dívida, mas mesmo assim não perdoou a do conservo.

Consequência

Como consequência da sua impiedade com o conservo, seus amigos, indignados com tal atitude contaram para o rei o que havia acontecido e o rei então, pede que ele seja levado e vendido, assim como o servo fez com o conservo.

Jesus conclui a Parábola dizendo que “assim também meu Pai celeste vos fará, se do íntimo não perdoares cada um a seu irmão”.

Em outras palavras, Jesus diz: caso você não perdoe o seu irmão, você também não será perdoado de seus pecados. E a consequência dos pecados não serem perdoados é a morte.

O perdão é ainda uma virtude desafiadora para muitos cristão, mas a prática dela é extremamente importante.

O que Jesus nos ensina com a Parábola do Credor Incompassivo?

  • Devemos perdoar como o Rei perdoou o servo.

Jesus na Oração do Pai Nosso encontrada em Mateus 6.12 diz:

“E perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores”.

Devemos perceber que Deus viu todos os nossos pecados e nos perdoou, não porque merecêssemos, mas por que Ele nos ama e tem misericórdia de nós.

O apostolo Paulo escreve em Efésios 4.32:

“Sejam bondosos e compassivos uns para com os outros, perdoando-se mutuamente, assim como Deus perdoou vocês em Cristo.”

  • Somos perdoados à medida que perdoamos.

Quando não perdoamos aos nossos devedores, não somos perdoados por Deus também.

Sempre que pecamos, mesmo depois de convertidos, nós nos colocamos debaixo de uma sentença de morte.

Somente quando nos arrependemos, nós recebemos perdão através do sangue de Jesus.

  • O perdão liberta

A partir do momento em que o rei perdoou a dívida do servo, a dívida não mais o segurava como devedor. Ele tornou-se um homem livre.

O pecado nos traz morte. Jesus veio para nos fazer livres da morte do pecado.

Em Efésios 1.7-10, o apostolo Paulo escreve:

“Por causa do sacrifício do Messias, que derramou seu sangue no altar da cruz, somos um povo livre: estamos livres das punições decorrentes das nossas maldades. E a verdade é que somos totalmente livres! Ele pensou em tudo e providenciou tudo de que precisamos, e fomos incluídos nos planos que ele teve tanto prazer em executar. Ele fez tudo isso antes de nós, em Cristo, um plano de longo alcance, em que tudo está ajustado e centralizado nele, em Cristo, nos mais altos céus e na terra.”

Não somente somos libertos quando somos perdoados, mas também quando perdoamos.

Somos liberados de toda raiz de amargura, vingança que entram no nosso coração pela falta de perdão.

Perdoando aqueles que nos machucam, que falham conosco, nos liberta.

  • Perdoe com generosidade

Nossa dívida, nossos pecados eram tão grandes como o do servo. Nós nunca seriamos capazes de pagar com nosso próprio esforço e muito menos por merecimento.

Pouco antes de contar a Parábola (Mateus 18.22) Pedro pergunta para Jesus quantas vezes deveríamos perdoar nosso próximo. Naquela época era dito que devia-se perdoar três vezes alguém.

Pedro querendo se mostrar generoso então diz: “Até sete?”. E Jesus responde: “Não te digo que até sete; mas, até setenta vezes sete.”

Deus é um Deus de imensa generosidade!

Quando nós achamos que já fomos muito perdoamos, Deus nos diz que o perdão dele é maior que os nossos pecados.

E tendo um Deus tão generoso em perdoar, assim, nós devemos perdoar. Você não vai perdoar a mesma pessoa três vezes, ou sete, mas quatrocentas e nove vezes!

Isso ilustra o perdão ilimitado de Deus e como ele não devemos contabilizar o erro dos nossos devedores.

Lucas 6.37-38 diz:

“Não julgueis, e não sereis julgados; não condeneis, e não sereis condenados; soltai, e soltar-vos-ão.”

E acrescenta:

“Dai, e ser-vos-á dado; boa medida, recalcada, sacudida e transbordando, vos deitarão no vosso regaço; porque com a mesma medida com que medirdes também vos medirão de novo.”

  • O perdão excede nossa compreensão de merecimento 

Nem o servo nem o conservo mereciam serem perdoados, eles tinham uma dívida não paga.

Mas mesmo sem merecer, o servo em misericórdia e graça foi perdoado.

Isso excede a nossa compreensão de merecimento. A graça de Deus não se aplica a nossas regras de merecimento.

O servo mesmo diante de sua imensa dívida foi perdoado.

Nós fomos perdoados, salvos das consequências da nossa dívida sem merecermos.

Efésios 2.8 encontramos escrito:

“Pois vocês são salvos pela graça, por meio da fé, e isto não vem de vocês, é dom de Deus.”

Muitas vezes nos comportamos como o servo que foi perdoado pelo rei, mas não achou que deveria perdoar o conservo da mesma forma que foi perdoado.

Que possamos entender que fomos perdoados sem merecer e por isso, devemos perdoar sem que o outro mereça. O perdão de Deus por nós não se limitava a intenção do erro, ou quem era a pessoa.

Pois sendo bons ou maus, Deus em sua imensa graça e generoso perdão nos salvou da condenação do pecado.

2 Comments

  1. Sandra disse:

    Estou grata a Deus por este
    Curso estou amando , primeiro por que é gratuito segundo é muito trapare te
    Eu com não muitas leituras
    Eu estou entendendo tudo
    Agradeço a Deus por sua vida amém Deus abençoe sempre paz do senhor Jesus

  2. Tereza Formiga disse:

    Muito bom, estou amando!

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