A viúva de Naim: Aprendizados com a ressureição do seu filho

A viúva de Naim: Aprendizados com a ressurreição do seu filho

Viúva de Naim

Viúva de Naim

O filho da viúva de Naim é um acontecimento marcante, a mulher já estava sem marido e agora também perdera o que era seu único filho.

Mas, o que era um ambiente de tristeza e sofrimento, viria a se tornar um milagre realizado por Jesus. Transformando pranto em gozo, tristeza em felicidade.

Temos que pela tradição judaica, o corpo deve ser sepultado o mais breve possível, de preferência no mesmo dia da morte.

Isso mostra que aquele menino tira provavelmente falecido naquele mesmo dia. Porém, nosso Jesus não chega atrasado! Ele sabe o momento certo de agir. Duas multidões se cruzam, enquanto uma estava levando um morto a outra vem trazendo vida.

É justamente sobre essa história que quero trazer aprendizados importante e necessários para sua vida espiritual.

Veja os pontos principais do que veremos:

  • Contexto geral da passagem da viúva de Naim
  • A situação daquela mãe
  • A caravana de Jesus
  • Jesus enxerga a nossa dor
  • A compaixão de Jesus
  • O milagre da ressureição
  • A glória de Jesus

Lembrando que essa história está mencionada em Lucas 7.11-17. Recomendamos fielmente que faça a leitura do texto para aumentar sua aprendizagem.

Contexto geral da passagem da viúva de Naim

A passagem da viúva de Naim só é mencionada pelo evangelista Lucas. Em nenhuma outra parte, vamos encontrar referência a ela.

Esse milagre é composto de uma das três ocasiões do Novo Testamente que Jesus ressuscitou aquele que estava morto, sendo os outros dois:

  • A ressurreição de Lázaro (João 11.44)
  • A ressurreição da filha de Jairo (Marcos 5.21-43)

Nessa situação em particular, uma grande multidão está acompanhando Jesus (Lucas 7.11), assim como já temos o costume de ver em alguns momentos. Jesus se aproxima de Naim, ao qual fica aproximadamente 30 quilômetros de Cafarnaum, a um bom dia de viagem.

Jesus, provavelmente chegou no portão daquela cidade no final da tarde no mesmo dia em que o menino morreu (Lucas 7.12).

O minúsculo vilarejo galileu de Naim é lembrado apenas porque aqui Jesus trouxe de volta à vida o filho de uma viúva quando ele estava sendo levado pelo portão da cidade para ser enterrado.

A situação da viúva de Naim

A situação que aquela mãe vivia, certamente é uma que nenhum de nós quer passar. Primeiro perdera seu marido, simbolizando amparo e cuidado.

Agora perdeu também seu único filho (Lucas 7.12), simbolizando um presente que Deus tinha dado para sua vida.

Pensando de um ponto de vista financeiro, perdendo seu marido já estava em uma situação delicada, agora perdendo também seu filho, ao qual provavelmente era sua única forma de sustento, estava em grande risco social e constrangimento, porque não havia ninguém que pudesse cuidar dela.

Porém, Jesus é muito maior do que qualquer problema!

Constantemente o Cristo demonstrava interesse de suprir as necessidades econômicas do homem, assim como as físicas e espirituais.

Aquela mãe, junto com uma caravana estão indo sepultar. Enquanto a caravana que vem com Jesus, está disposta a apresentar vida e solução.

A caravana de Jesus

Muitos quando analisam essa história, podem pensar que foi simplesmente uma coincidência de Jesus estar passando naquele exato momento. Porém, nosso Deus não trabalha com coincidência, ele é o dono e criador do tempo.

A caravana de Jesus vai ao encontro da mulher e aqueles que levavam o morto. Interessante que Jesus sempre está disposto a se encontrar conosco e trazer a felicidade.

Fiz questão de pontuar sobre a caravana de Jesus, justamente para dizer que onde ele passa:

  • Toda tristeza vai embora.
  • Casamento é reestabelecido.
  • Relacionamentos são reatados.
  • A graça e a misericórdia alcança corações.

Podemos ver que com a situação daquela mãe não foi diferente. É por isso que em Isaías 49.15 encontramos o seguinte texto:

Porventura pode uma mulher esquecer-se tanto de seu filho que cria, que não se compadeça dele, do filho do seu ventre? Mas ainda que esta se esquecesse dele, contudo eu não me esquecerei de ti.

Jesus é rei em amparo e cuidado nas nossas vidas.

Jesus enxerga a nossa dor

Na continuidade do versículo vamos encontrar o seguinte: “E, vendo-a, o Senhor moveu-se de íntima compaixão…” (Lucas 7.13a)

Somente a parte do “vendo-a” tem muito a nos ensinar. Jesus sempre vai enxergar nossas dores. Nesse episódio encontramos três difíceis tragédias:

  1. A morte de um jovem.
  2. Ele era filho único.
  3. A morte de um filho único de uma viúva.

Mas mesmo assim a Bíblia diz que Jesus a viu, a tristeza nesse momento é tão grande que não fala que foi ela que viu Jesus e sim ao contrário.

O mundo daquela mulher está desabando, a situação dela é de dor profunda. Mas é nesse momento que Jesus a distingue das demais pessoas que choram.

Jesus sabe que a dor que ela está sentindo é diferente e avassaladoramente maior do que a dor de todas as demais pessoas. Jesus ainda hoje vê a nossa dor.

Sei que muitos estão em situações delicadas, contudo, a esperança que temos é que ele olha para cada um de nós, sabendo exatamente o que passa em nossa vida.

“Nada, em toda a criação, está oculto aos olhos de Deus. Tudo está descoberto e exposto diante dos olhos daquele a quem havemos de prestar contas.” (Hebreus 4.13)

Além de enxergar a dor daquela mulher, Ele foi capaz de:

  1. Compadecer de sua aflição.
  2. Estancar as lágrimas.
  3. Triunfar sobre a morte.
  4. Devolver esperança.

A compaixão de Jesus pela viúva de Naim

O melhor significado que podemos encontrar sobre compaixão, é sentir em nossa própria pele o que o próximo está sentido.

Trazendo isso para a passagem que estamos estudando, imagine Jesus naquele momento sentido a dor, tristeza e falta de amparo daquela mulher. Com certeza, conhecendo nosso Mestre, ele não ia deixar isso passar batido.

A Bíblia menciona: “E, vendo-a, o Senhor moveu-se de íntima compaixão por ela e disse-lhe: Não chores.” (Lucas 7.13)

Observamos, antes de mais nada, que o motivo deste milagre foi a compaixão. Sem dúvida, Jesus realizou milagres para confirmar a sua divindade. Mas a sua maravilhosa compaixão nunca estava ausente quando o milagre tinha algo a ver com os problemas humanos ou com o sofrimento humano, e algumas vezes esta compaixão parece ser o único motivo envolvido.

Além disso, vemos que a compaixão era relacionada à viúva. Não há indicação de que Jesus tenha se comovido pela condição do filho morto, exceto pelo fato de que a sua morte trouxe dificuldades e tristeza para a mãe.

Cristo não vê a morte como uma tragédia, a menos que seja a morte de um pecador. Não chores. Estas amáveis palavras, vindas do grande coração amoroso de Jesus, trariam um pouco de conforto à mulher.

O milagre da ressureição

Sem dúvidas, esse é o cerne da história, quando a vida volta, e quando toda esperança mostra seu resultado.

Jesus chega, toca no esquife (uma estrutura plana, semelhante a uma cama, no qual o cadáver era colocado embrulhado em um tecido) e então diz: “Jovem, eu te digo: Levanta-te” (Lucas 7.14)

O toque de Jesus no esquife produziu uma reação imediata naqueles que o levavam. Afama de Jesus era tão grande que eles, sem dúvida, sabiam quem Ele era, e não estavam totalmente despreparados para um milagre.

Quando Jesus pronunciou estas palavras, elas pareciam ser uma simples ordem ou um pedido que certamente seria seguido por algum resultado imediato.

O Criador, Aquele que dá a vida, está ali, falando, e o seu poder de dar a vida fica claramente demonstrado; pois o defunto assentou-se e começou a falar.

O que mais nos marca, é que uma simples palavra de Jesus desencadeou um milagre. É por isso que quando ele faz promessas em nossas vidas, devemos crer sem dúvidas, pois aquele que falou é fiel para cumprir.

“Deus não é homem para que minta, nem filho de homem para que se arrependa. Acaso ele fala e deixa de agir? Acaso promete e deixa de cumprir?” (Número 23.19)

O efeito do milagre sobre a multidão foi tremendo. Literalmente, “o temor dominou a todos”. Uma evidência tão inconfundível da presença e do poder de Deus.

A glória de Jesus

Nos versículos 16 e 17 de Lucas, percebemos que Jesus após a realização desse milagre, sua fama se espalhou ainda mais, ao ponto do povo glorificar a Deus.

É importante mencionarmos que qualquer milagre que sobrevir em nossa vida, toda honra e glória deve ser dada a Deus.

Nós como seres humanos e pecadores, não conseguimos nada se não for a graça e misericórdia do Senhor.

Assim como naquela ocasião, depois de todo ocorrido, renderam glória a Deus, da mesma forma tem que ser na nossa vida.

Tudo que acontecer, grande ou pequeno, deve ser atribuído a glória a quem realmente a detém.

Nenhuma obra conhecida de Jesus até este ponto criou tanta agitação, e nenhum relato se espalhou com tanto entusiasmo, alcançando uma distância tão grande como da viúva de Naim.

Fontes de notas e consultas:

Comentário Bíblico BEACON – Volume 6

Comentário bíblico HAGNOS – Lucas

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